Dor que não cessa / Dores das dores

Dor que não cessa
Dor que não cessa,
que rasga,
que grita,
que urra,
tirando de mim
o que eu
não tenho,
vindo de não sei onde
direto para dentro
da minha alma,
essa dor, esse ódio,
me estraçalhando
por completo
esse sentimento
que leva de mim
até o que eu não tenho,
dor profunda essa dor
das horas
e dos dias todos,
essa dor
de enraivecer
e de enlouquecer,
que vem não sei de onde
direto para dentro
de minha alma
tirando de mim até o que eu não tenho.

Dores das dores

Dores das dores
dessas dores
das dores,
que doem
doidamente
neste dia
doloroso,
dores de dores
que doem de
vereda,
de verdade,
de variedade
e de propósito.
Dores de dores
de dores
e de volveres,
dores das dores
das minhas tristezas
em feridas postas.

Fotografía de Marcio Jung
«Ciudad». Fotografía de Marcio Jung
Para citar este texto:

Jung, Marcio. «Dor que não cessa / Dores das dores» en Revista Sinfín, no. 23, año 4, México, marzo 2017, 41p. ISSN: 2395-9428: https://www.revistasinfin.com/revista/

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